Vamário Soares Wanderley de Souza carrega no nome o peso de dois advogados: o seu próprio e o do pai, Amaro Wanderley de Souza, que exerceu a profissão em Caruaru até falecer em 2021. Aos 38 anos, radicado em Brasília e à frente do Vamário Wanderley Advocacia de Carreiras Jurídicas, ocupa um lugar singular no direito público brasileiro. É o único advogado do país que já foi candidato nos mesmos concursos que defende judicialmente, que integrou bancas examinadoras dessas mesmas seleções e que hoje litiga, no STF, STJ, CNJ, CNMP, em favor das mesmas carreiras: magistratura, Ministério Público, delegados de polícia, defensorias, procuradorias e cartórios. Essa tríplice perspectiva, vivida de dentro, não é credencial decorativa. É diferencial de entendimento.

A virada que o trouxe até aqui não foi suave. Passou nos concursos para delegado da Polícia Federal, para juiz de direito, PRF, Oficial de Justiça do TJPE e, quando as convocações chegaram tarde, já tinha uma carteira de clientes crescendo por indicação. Preferiu a advocacia, e a advocacia o escolheu de volta.

No Vamário Wanderley Advocacia de Carreiras Jurídicas, o atendimento ultrapassa o que cabe em um parecer. O advogado está presente em todas as posses dos candidatos que defendeu, em todas as unidades federativas do Brasil. Cada investidura confirma que reverter uma ilegalidade em concurso público não é vitória técnica: é um destino profissional devolvido.

Atua com clientes nos 26 estados e no Distrito Federal, todos por indicação, e preside a Comissão de Acompanhamento de Concursos Públicos da OAB-DF. Nos fins de semana, o ritmo troca de endereço: passa junto com a noiva, Cindy Noel. Más do que noiva, ela é parceira de vida, pessoal e profissional, alguém que, nas palavras dele, o fez ter "uma postura muito mais madura sobre o que é construir uma família". Resiliência, verdade e empatia, os três valores que descreve como bússola, são menos palavras de palestra e mais protocolo de trabalho. O profissional que quer ser lembrado como "profissional humano" descobriu, ao longo da própria trajetória, que humanidade sem rigor é bondade sem consequência.