Tiago Pontes Queiroz soma vinte e um anos de advocacia sem nunca ter deixado de estudar. Nascido no Recife em 1981, criado em São José da Coroa Grande até os onze anos, ele retornou à capital para o Colégio São Luís e, depois, para o primeiro lugar da turma no vestibular de Direito da Católica. Formou-se em 2005; hoje é mestre em Direito Constitucional pelo IDP, pós-graduado em Direito Tributário pelo IBET e em Direito Eleitoral pela Escola Judiciária Eleitoral de Pernambuco.
Sócio do Pontes e Casanova Advogados, escritório que fundou no Recife e expandiu para São Paulo em 2019 e Brasília em 2022, o advogado conduz hoje uma banca voltada quase inteiramente ao regulatório: saúde, de um lado; combustíveis e infraestrutura, de outro. Atua em STF, STJ e Tribunal de Contas da União, com clientes que vão de farmacêuticas internacionais a associações nacionais de setores inteiros. É nesse terreno estreito, técnico e não muito frequentado que Tiago escolheu se especializar, e é nele que colhe as vitórias mais recentes.
Em maio deste ano, depois de dois anos de auditorias e requerimentos junto ao TCU, o escritório obteve a suspensão de multas que somavam quase R$ 2 bilhões contra distribuidores de combustíveis filiados à Associação Nacional de Distribuidores de Combustíveis, num caso que outras bancas já haviam perdido antes dele entrar. Passou pelo Ministério da Saúde como servidor interno antes de migrar para a advocacia privada, e essa dupla vivência, pública e privada, orienta hoje seu trabalho em teses sobre medicamentos judicializados e regulação sanitária.
Fala pouco em conquistas isoladas e muito em ciclos: "a gente constantemente precisa se reinventar", diz, recusando-se a nomear um único ponto de virada em duas décadas de carreira. Palestrante no Fórum de Lisboa sobre novas tecnologias em saúde, ele já projeta o próximo passo: um doutorado que dará sequência ao mestrado, e a modernização tecnológica do próprio escritório. "O direito é uma das profissões que mais serão afetadas" pela inteligência artificial, avalia, defendendo que sobrevive quem une técnica e atualização constante. Regulação é, por definição, o território das regras. Tiago Pontes prospera justamente onde a lei ainda hesita em chegar.

