Natália Alves da Silva Marinho entendeu, no segundo período da faculdade, que o direito previdenciário era mais do que uma especialização: era o lugar onde a técnica encontra a vida real das pessoas. Havia entrado no curso com a intenção de atuar na área criminal. O primeiro estágio mudou esse rumo. "Eu me apaixonei pelo Direito Previdenciário", conta a advogada, e, desde então, não deixou mais de atuar na área. Hoje, com vinte anos de dedicação exclusiva, conduz o escritório Natália Marinho Advocacia com clientes em âmbito nacional e internacional.

Recifense de Boa Viagem, filha de Severino Rômulo Francisco da Silva e Patrícia Balbino Alves da Silva, cresceu com honestidade e compromisso como valores de base. São esses valores que orientam suas escolhas quando a pressão aumenta. "A honestidade tem que vir em primeiro lugar", afirma. Quando uma sentença é desfavorável, não há enrolação nem subterfúgio: a verdade chega antes do consolo.

O ponto de inflexão mais exigente de sua trajetória foi sair de uma sociedade e começar do zero. Reinventar-se com o escritório sob o próprio nome exigiu mais do que domínio técnico: exigiu aprender a ser empresária. Marketing digital, tráfego pago, gestão de negócios. O advogado de hoje, diz ela, precisa navegar esses territórios sem perder o fio do Direito.

O diferencial que a distingue, o que explica por que clientes chegam com demandas de outras áreas querendo que ela acompanhe mesmo sem atuar nelas, está antes da petição. Está na escuta. "A confiança vem do acolhimento, de como você se posiciona para o cliente", resume. Natália ouve, acolhe e, então, age.

Casada com Akhenaton Lopes Marinho e mãe de Maria Helena e Bento, encontra na maternidade a força para batalhar por questões que nunca imaginou ter coragem de enfrentar. A próxima meta é expandir o escritório. O propósito permanece o mesmo de sempre: transformar vidas. E vinte anos entregando aposentadorias e benefícios a quem mais precisava provam que esse propósito não é declaração. É ofício.

Natália Marinho advoga como quem sabe que a presença, às vezes, é o melhor argumento.