Marlon Marques Siqueira decide, aos 34 anos, romper com o previsível: trocar a estabilidade de advogado bancário pela incerteza de tocar escritório próprio. A ruptura aconteceu em 2019, quando as viagens constantes do cargo corporativo consumiam tempo que ele já não queria mais ceder a bancos e financeiras. Fundou o Marlon Marques Advogados, testou a solidez de uma sociedade, desfez essa parceria em dezembro passado e assumiu, em 2026, a estratégia de conduzir a banca com o próprio nome na fachada e na responsabilidade. Pós-graduado em processo do trabalho e certificado em compliance trabalhista, hoje sustenta atuação de alcance nacional.
Os últimos meses concentraram o esforço em outra frente: comercial, relacionamento, presença entre decisores. "Para você conseguir mais clientes, maior representatividade, maior visibilidade, você precisa construir relacionamentos sólidos e duradouros", resume o advogado, que aprendeu isso primeiro com os avós Nelson e Julieta, comerciantes que insistiam: ser visto importa menos do que ser crível.
Essa dupla vivência, empregado ontem, empregador hoje, tornou-se sua marca registrada. Marlon enxerga os dois lados da mesa: o que o empresário calcula e o que o trabalhador sente, e converte essa leitura em defesa jurídica que antecipa o problema em vez de apagá-lo depois de aceso. Honestidade, transparência e clareza na exposição de riscos formam o tripé que ele diz nunca negociar. É essa mesma lente que o fez adotar inteligência artificial no escritório antes de virar exigência de mercado: robôs próprios revisam recursos e petições, liberando a equipe para o trabalho que só olhar humano resolve, enquanto pesquisas de mercado municiam os clientes com dados sobre a concorrência.
A meta que ele persegue agora tem nome simples e alcance amplo: ser referência em advocacia empresarial e trabalhista estratégica, um braço permanente de decisão para a estruturação de negócios, não um socorro de última hora acionado quando o problema já pegou fogo. Hoje, assina contratos e defende empresas de energia, logística, transporte, indústria, hospitais e clínicas médicas com a bagagem de quem sabe que credibilidade não se herda: conquista-se relacionamento por relacionamento, até que o nome, sozinho, já valha por confiança.

