Hebron Costa Cruz de Oliveira defende que o direito não se esgota nos limites estritos das normas: para ser bem exercido, exige um repertório de humanidades capaz de oxigená-lo e de com ele dialogar, em permanente troca. Sócio do escritório Cruz de Oliveira Advogados – atividade iniciada por seu pai, João Cruz de Oliveira, em 1965 -, atua hoje nos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e, também, em Brasília, com cobertura integral de questões empresariais e imobiliárias. Especialista em direito contratual, desdobra a matéria em inúmeras subáreas, sempre com técnica e tato.
Mestre em Direito Civil pela UFPE, soma ao ofício uma formação que recusa o Código como limite. É essa convicção que o leva a trazer às petições e aos debates um pensamento de filosofia, uma passagem literária, um fato capaz de iluminar o argumento antes mesmo de convencer - como se a boa tese precisasse, antes de tudo, de uma boa história. Direito contratual, empresarial, direito imobiliário: uma trajetória vasta em que cada frente amplia o mesmo compromisso - tratar clientes, magistrados e funcionários com igual medida de respeito.
Professor desde 1998, lecionou em diversas instituições de ensino, na graduação e na pós-graduação, atividade hoje limitada pelas demandas do escritório. Observa com reserva o avanço da inteligência artificial: "O cérebro da gente é como um músculo. Se a gente não usa, ele atrofia", alerta, defendendo que a ferramenta sirva de apoio, nunca de substituto.
Um acidente que tirou a vida da esposa e do filho de seu sócio e amigo Miguel Motta Silveira Filho redesenhou, para Hebron, o próprio conceito de problema: existe uma distinção clara entre problema de verdade e contratempo. Aprendeu que “os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar” (Paulo Mendes Campos).
Filho de João Cruz de Oliveira e de Maria Helena Costa Cruz de Oliveira, irmão de Zadig, marido de Mariana Pimentel, pai de Viggo e de Elise, repete aos filhos o conselho que aplica a si mesmo nos tribunais: respire, respire de novo, decida depois. Advoga há mais de três décadas, convencido de que nenhum argumento sustenta uma tese sem antes sustentar um ser humano.

