Gustavo Machado Tavares cultiva a advocacia como quem cultiva convicção: com cuidado diário, sem esperar aplausos. Procurador do Município do Recife desde 2009 e sócio do escritório Souza Neto e Tartarini Advogados, com atuação nos tribunais superiores em Brasília, ele construiu uma trajetória que une o rigor do direito tributário, a sensibilidade dos direitos humanos e a consistência de quem, em 2011, decidiu permanecer na advocacia que já o movia, mesmo após a nomeação para a magistratura em Sergipe.
Essa escolha foi mais do que uma decisão de carreira. Foi a afirmação de um modo de estar no mundo: próximo, comprometido, enraizado. Ao longo de dezessete anos na Procuradoria do Município do Recife, o procurador tem se dedicado ao estudo do federalismo brasileiro com a paciência de quem sabe que uma política pública eficaz nasce de uma base jurídica sólida e profundamente compreendida. Artigos publicados no Migalhas, Consultor Jurídico, no Diário de Pernambuco e nas páginas do Jornal do Commercio, onde envia textos sobre Espiritismo para a Coluna de Religião, da jornalista Carmen Peixoto, revelam uma pessoa que escreve tanto com a razão quanto com a alma.
Presidiu a Associação dos Procuradores do Município do Recife em dois mandatos e a Associação Nacional das Procuradoras e dos Procuradores Municipais no biênio 2021-2023. Foi conselheiro seccional da OAB-PE na gestão de Bruno Baptista e conselheiro do Instituto dos Advogados de Pernambuco nas gestões de Bruno Cavalcanti e Gustavo Ventura. Hoje mestrando em direito pelo PPGD da Unicap, prepara um livro que transformará anos de prática jurídica em conhecimento disponível a outros advogados públicos do país.
Fora dos tribunais e das procuradorias, a âncora tem nome e endereço certo. Érica Babini Lapa do Amaral Machado, advogada e professora na UNICAP e na UPE, é sua companheira desde 1999. Com ela, Gustavo construiu a família que considera seu maior fundamento: Rafael, de 10 anos, e Letícia, de 7. Gustavo conta que, na noite em que Rafael nasceu, não dormiu, passando horas diante da responsabilidade concreta de ser pai. Quando Letícia chegou, o universo feminino, antes distante para um homem criado entre irmãos, tornou-se subitamente íntimo e real.
“A vida é um sopro, tudo é passageiro. A gente sabe disso, mas insiste em se iludir”, diz ele. Os filhos desfizeram essa ilusão de maneira irrevogável e bonita. “Reconhecimento é consequência. O que importa é fazer o trabalho com seriedade e dedicação”, afirma Gustavo, com a clareza de quem valoriza a essência do serviço antes da imagem. Há quem construa carreira buscando visibilidade. Gustavo Machado Tavares a construiu buscando consistência. O resultado, ao fim, é o mesmo: um nome que as pessoas lembram não porque apareceu muito, mas porque, quando apareceu, fez diferença.

