Fenelon Pinheiro Silva Neto reúne no mesmo escritório o rigor técnico da advocacia e a convicção de quem cresceu nas escolas comunitárias onde sua mãe, Marluce Cabral Pinheiro, presidia a Associação de Educadores de Escolas Comunitárias de Pernambuco (AEEC). Cedo demais para imaginar que aquilo era uma escola dentro da escola, passou a dar aulas nas escolas comunitárias filiadas à AEEC, depois estruturou processos de planejamento estratégico para entidades como o Sindicato dos Policiais Federais (SINTTEL) e o Sindicato dos Policiais (SINPOL), e fundou empresas próprias, entre elas a SOL Design e Informação e a ID Assessoria. Em cada balcão e em cada sala de reunião, afinou o olhar que o tornaria difícil de encaixar numa única categoria.
Com inscrição na OAB/PE, atua nas frentes cível, empresarial, pública, tributária, constitucional e criminal, com ênfase permanente em direitos humanos e direitos sociais. Seu escritório, no Rio Mar Trade Center em Recife, acolhe tanto grandes demandas corporativas quanto causas populares que muitos recusariam sem hesitar. Ele não distingue entre o cliente corporativo e a causa popular: ambos recebem o mesmo rigor técnico, a mesma atenção, o mesmo prazo de resposta.
Ao longo dos anos, ocupou posições que poucos acumulam numa mesma trajetória: foi vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos de Pernambuco (CEDH-PE), representando a OAB/PE e a sociedade civil; foi vice-presidente do Movimento Tortura Nunca Mais de Pernambuco e do Centro de Memória Política; foi diretor pedagógico e vice-presidente da Associação Nacional de Desenvolvimento Humano e Social (ANDHUS); foi diretor jurídico da Fundação Perrone e do Conservatório Instituto Arte Sol Maior, em Jaboatão dos Guararapes. Hoje preside a Associação Brasileira de Cidadania e Educação (ABRACE), e ocupa o cargo de Controlador Interno da Câmara Municipal de Olinda.
Há, nessa trajetória, um dado que Fenelon conta sem cerimônia: chegou a pesar mais de 140 quilos e, depois de uma redução do estômago e de uma reorganização interior, está hoje nos 65 quilos com uma convicção que virou método. "Para amar as pessoas e cuidar delas, a gente precisa, antes de tudo, estar bem consigo e se amar."
Em Fenelon, o exercício da advocacia nunca se separou do exercício da cidadania. Para ele, o direito de sonhar, planejar e construir a própria história não é slogan: é a razão de cada petição assinada, de cada reunião presidida, de cada porta mantida aberta a quem nunca a encontrou destrancada.

