Daniella Mesquita Maia da Costa concilia, no espaço de um único ano, dois marcos que raramente convivem: a chegada do primeiro banco digital ao escritório onde atua e o adeus à mãe, Rosângela Maia, vítima de um câncer de pâncreas que não deu trégua. Advogada especializada em recuperação de crédito na Bruno Vanderlei Advogados, ela recebeu a promoção para assumir a gestão jurídica da carteira do banco digital justamente quando a instituição passou a integrar a carteira de clientes do escritório. A partir desse desafio, conduziu a estruturação da operação, acompanhou a migração dos processos provenientes de outros escritórios e entregou resultados que fortaleceram a confiança do cliente e da direção da banca.
A promoção representou, para ela, muito mais do que um reconhecimento profissional: foi uma demonstração de confiança da diretoria do escritório em um dos momentos mais delicados de sua vida. Mesmo ciente das dificuldades enfrentadas com a doença da mãe, a liderança acreditou em sua capacidade de conduzir a operação, gesto que Daniella guarda com profunda gratidão e que reforçou seu compromisso de corresponder, diariamente, à confiança que lhe foi depositada. Antes da carteira do banco digital, houve uma trajetória construída ao longo de quase dez anos no Queiroz Cavalcanti Advocacia, escritório onde Daniella iniciou a carreira ainda como estagiária e teve a oportunidade de crescer até assumir a coordenação de equipes. Foi ali que consolidou sua base técnica, desenvolveu a liderança e encontrou mentores que marcaram sua formação, motivo pelo qual mantém profunda gratidão.
Depois de uma década de aprendizado, decidiu seguir um sonho antigo: abrir o próprio escritório, justamente em meio à pandemia. A experiência não trouxe o retorno esperado e precisou ser encerrada, mas nunca foi motivo de arrependimento. Como costuma dizer: “Se eu não tentar agora, vou sempre carregar essa dúvida. Pelo menos eu tive a coragem de tentar.” O mesmo período também trouxe a gravidez de Rodrigo, batizado em homenagem ao irmão dela, e o cuidado silencioso com o pai, Osires Maia, debilitado por uma encefalite e dependente havia décadas da esposa.
Ao seu lado, o marido, Albérico Pinheiro, foi porto seguro durante toda essa travessia, assumindo responsabilidades, sustentando a família nos momentos mais difíceis e tornando possível que ela seguisse exercendo a profissão. Ao lado dele, também esteve a sogra, Silvana, que abriu mão da própria rotina para cuidar do neto. Entre hospitais e audiências, a advogada consolidou uma forma muito particular de exercer a profissão: trata cada demanda do cliente como se fosse sua. Em cada processo, procura compreender o impacto da causa para quem está do outro lado e atua com o mesmo empenho que dedicaria à solução de um problema envolvendo sua própria família. “Eu trago isso para mim, como se fosse comigo ou com meu filho”, resume. Essa postura faz com que busque, incansavelmente, as melhores estratégias e todas as alternativas juridicamente possíveis para alcançar o resultado esperado pelo cliente.
Não houve fórmula nem atalho. Houve gratidão transformada em propósito: gratidão pela oportunidade de exercer a advocacia, pela confiança depositada em seu trabalho, pelo apoio incondicional da família e até pelos desafios, que fortaleceram sua resiliência e reafirmaram seu compromisso de entregar, todos os dias, o melhor resultado possível. Hoje, gestora jurídica reconhecida pelo próprio escritório, Daniella sabe que as maiores conquistas não se medem apenas pelos resultados alcançados, mas pela capacidade de seguir em frente sem perder a sensibilidade, a gratidão e a vontade de fazer o melhor por quem confia em seu trabalho.

