O convés de um barco não perdoa hesitação: cada comando pede mão firme e leitura rápida do vento. É com essa mesma precisão que o Cabanga Iate Clube de Pernambuco atravessa, desde 2026, um dos capítulos mais decisivos de sua história recente, sob o comando do comodoro Paulo Perez Machado e do vice-comodoro Otávio Mignot.
Empresário à frente do Grupo BCI, com atuação nos setores comercial, industrial e de varejo, Paulo Perez já conhecia o leme do Cabanga: presidiu a instituição entre 2020 e 2021, período que lançou as bases de uma reforma que o clube perseguiria nos anos seguintes. Entre 2024 e 2025, coube ao ex-comodoro Altair Júnior dar sequência a esse trabalho, com uma gestão que reforçou a governança, deu novo fôlego aos serviços aos associados e preparou o terreno para o biênio atual. Ao assumir novamente o comando, agora ladeado por Otávio Mignot, Paulo Perez não recomeça: continua um trabalho que já reconhece como seu, com a experiência de quem já testou o próprio método e sabe onde ele funciona.
Graduado em Administração de Empresas, com MBA em Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas e MBA em Finanças e Mercado de Capitais pela Universidade Católica de Pernambuco, Otávio Mignot chega ao posto de vice-comodoro depois de mais de vinte anos como executivo nos setores de Tecnologia da Information, Educação e Saúde. Hoje empresário nos segmentos de gastronomia, varejo, benefícios e construção civil, ele soma ao clube um repertório raro: sabe operar tanto a lógica do balanço quanto a lógica da vela, tanto a planilha quanto a régua e o compasso da navegação. Essa dupla formação, técnica de um lado, prática empresarial de outro, é o que sustenta sua entrada nos projetos mais sensíveis do Cabanga.
A dupla reparte entre si os principais projetos estratégicos da instituição: governança, infraestrutura, relacionamento com os associados e desenvolvimento esportivo. É nesse último eixo que o vice-comodoro assina uma de suas contribuições mais concretas. Otávio Mignot coordena o Comitê Gestor da Regata Internacional Recife/Fernando de Noronha, a Refeno, um dos eventos de vela oceânica mais relevantes da América Latina, responsável por planejar e organizar uma competição que projeta o Cabanga, Pernambuco e a própria Refeno para o cenário náutico nacional e internacional. A regata deixa de ser apenas calendário esportivo: vira cartão de visitas do clube para fora de suas próprias águas.
Governança e visão de topo, porém, não movem um clube sozinhas. Quem faz o Cabanga acontecer todos os dias é uma equipe que raramente aparece nos holofotes e sustenta cada evento, cada obra, cada decisão: Leandro Neves, na gerência administrativa e financeira; Mônica Arruda, na gerência geral; Matheus Emanuel, na coordenação operacional; Raul Brito, à frente de eventos e novos projetos. É esse quarteto que transforma prioridade de diretoria em rotina de clube, planejamento em piso batido, reunião em resultado.
E há Maurício Júnior, Gerente de Comunicação, Esportes e Relacionamento Institucional tanto do Cabanga quanto do Instituto Cabanga, o rosto que traduz para fora tudo o que essa engrenagem produz por dentro. Se comodoro e vice-comodoro decidem o rumo, e a equipe administrativa faz a embarcação andar, é Maurício quem conta essa história a quem está em terra firme: o mais visível de um time que, no dia a dia, trabalha longe da lente, mas sem o qual pouco do que o clube realiza chegaria a ser conhecido fora de seus portões.
As prioridades da nova gestão seguem claras: modernização da governança, investimento em infraestrutura, valorização do esporte e melhoria contínua dos serviços aos associados. O gesto ultrapassa o ajuste cosmético: reconfigura a posição de um clube que já figura entre os principais clubes sociais e náuticos do Brasil, agora em busca de consolidar esse lugar para a próxima década, com um olho fixo na tradição e outro atento ao horizonte.
O diferencial do Cabanga, hoje, está justamente nessa combinação incomum: comando empresarial experiente, projeto esportivo de alcance internacional e uma equipe operacional que não solta a mão do dia a dia. Poucos clubes do país reúnem, ao mesmo tempo, uma regata oceânica de peso continental e uma gestão que trata cada detalhe administrativo como parte da mesma estratégia maior.
Entre o leme e o balanço, entre a vela e a planilha, o Cabanga segue a mesma bússola: comodoro, vice-comodoro e equipe remando, cada um a seu posto, na mesma direção, rumo ao mesmo horizonte que já os uniu antes.

