Arthur Fernando Sobrinho de Lima transita com a mesma desenvoltura entre os corredores do poder público e as salas de reunião da iniciativa privada, um trânsito raro que poucos profissionais sustentam em igual equilíbrio. Recifense, administrador de formação, com pós-graduação em Gestão Empresarial e Comunicação e especialização em Contratos e Licitações, o diretor comercial da Facilit carrega no currículo uma ascensão incomum dentro da máquina pública: entrou por seleção simplificada e, sem padrinhos, percorreu os cargos de agente de planejamento, coordenador de gestão, gerente de compras, superintendente e subsecretário de Administração em Jaboatão dos Guararapes.

"Nunca tive padrinho político. Vim a conhecer políticos depois", recorda, ao explicar a origem técnica de uma leitura que hoje sustenta sua compreensão das dores do setor público. À frente da área comercial de uma empresa que leva governança orientada a projetos e inteligência artificial a ministérios, governos estaduais e mais de sessenta prefeituras, Arthur dedicou o último ano a uma frente específica: aproximar municípios da gestão de emendas parlamentares e convênios, hoje conduzida manualmente em boa parte do país, com perdas visíveis de arrecadação.

Conselheiro de startups, ele resume sua vocação numa única imagem: "Nós somos conectores". É dessa convicção que nascem alianças que atravessam estados e negócios na casa dos milhões.

Pai de Caio e marido de Larissa, fisioterapeuta e atleta que o acompanha nos treinos entre uma viagem e outra a Brasília, Arthur aprendeu a servir antes de ser servido. Guiado pelo exemplo do pai, Josafá, e da mãe, Cléia Cristina, ele hoje mede o próprio avanço pela extensão das pontes que ergue: entre o público e o privado, entre o interior e a capital, entre quem precisa e quem pode ajudar.

No fim, talvez a verdadeira medida de uma trajetória esteja menos no que se conquista sozinho e mais nas mãos que se aprende a apertar pelo caminho.