Andrey Stephano Silva de Arruda entende o Direito como se entende uma pessoa: pela escuta, pelos detalhes, pela disposição de ir além do que está escrito nos autos. Natural de Surubim, a capital pernambucana da vaquejada, cresceu dentro de um escritório de advocacia familiar, filho de uma linhagem que mistura base militar, princípios católicos e ética sem concessões. Antes de encontrar o Direito Criminal como vocação, passou pelos campos de futebol profissional, pelos corredores do Bradesco (onde chegou a gerente com nota máxima na Anbima CPA 10) e pelos bancos da Faculdade de Direito da Asces, em Caruaru.

Foi o professor Ronaldo Lyra quem acendeu a centelha pelo Tribunal do Júri. O primeiro caso de impacto chegou pela Operação Casa 3, em Surubim: o cliente deixou a prisão preventiva quando muitos apostavam no contrário. O nome do advogado repercutiu. A partir daí, Andrey construiu carreira em processos de grande repercussão, com absolvições sumárias, impronuncias em casos complexos que chegaram até Paraíba, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do sul e Brasília, ao mesmo tempo que avançou na produção acadêmica, publicou artigos jurídicos e participou do 11º Seminário Internacional de Direitos Humanos Fundamentais.

O humanismo, palavra que ele elege como chave-mestre do seu exercício, não é retórica de discurso. É o método com que lida com os clientes, com as contradições dos inquéritos, com a tensão do plenário. Pós-graduado em Direito Público e em Processo Civil, está concluindo o mestrado em Ciências Criminológicas Forenses pela Universidad de la Empresa, em Montevidéu, Uruguai. A biblioteca pessoal de mais de mil livros, quase todos lidos, confirma o que o próprio Andrey disse: "A leitura humanística é o carro-chefe de toda a minha vida profissional."

Fora dos processos, a vida do advogado tem a mesma solidez de quem escolhe cada palavra antes de assinar. A esposa Elyza Brigitt, bacharel em Direito e empresária no ramo da moda, e os filhos Augusto Marinho, músico de 15 anos, e Miguel Arthur, de 10, compõem o círculo de sentido que sustenta todo o resto. O escritório Arruda Advogados, fundado por seu pai Mário Carneiro de Arruda e hoje conduzido com a mesma fibra familiar, segue operando como uma bancada boutique: direta, cuidadosa, sem ostentação. Andrey não quer escritório com maçanetas douradas. Quer clientes com a confiança intacta.

Quem advoga com humanismo não mede a vitória pelo barulho do tribunal, mas pela integridade que permanece quando o processo acaba.